Ontem a noite me senti desnorteado por alguns minutos. Minha mãe correu do quarto anunciando a morte de Amy Winehouse. O engraçado é a sensação de vazio sentida por mim! Sintonizei no canal que estava mostrando uma matéria sobre a cantora e logo percebi o engano que minha mãe cometera. Alívio para mim. Mas afinal o que acontece com Amy? Lembro que ouvi falar pela primeira vez da cantora britânica em meados de 2006. Fiquei curioso, mas não encontrava o CD dela por aqui e a MTv estava fora do ar em Belém por uma série de problemas que até hoje não é muito claro para mim. A solução foi fazer algo que com certa frequência eu já vinha fazendo: baixei o CD de Amy pela internet atrvés de Torrent. Foi amor a primeira audição!
Amy não é uma figura fácil de se apreciar, mesmo em seus anos de mais sobriedade. Sua voz, meio esganiçada chegava a me lembrar um pato. Um pato adorável. A voz de Amy se situa numa linha tênue entre o agradável e o suportável; ainda assim, e talvez até por isso, eu a amei desde o início. E não fui o único. Minha priminha, que mal havia completado 2 anos, adora dançar o "No" (como ela chama Rehab). Até vovó, sempre afeitas às minhas preferências músicais, mostrou um bocado de simpatia pelas baladas souls de Amy. Não fomos os únicos, eu sei. O mundo, público e crítica, se rendeu ao talento de Amy. Prova disso são os milhares de CDs vendidos e os diversos prêmios recebidos. Contribui para isso comprando Frank e Back To Black pela internet, já que não o encontrava em Belém, e divulgando os ótimos albuns de Amy para meus conhecidos mais próximos.
Amy é bem culpada pela onda retrô que inspira a moda atual. Na nova novela das oito da Rede Globo, Taís Araújo adotou os olhos delineados como os de Amy. O estilo pin up que Amy adotou para si, que já fascinava gerações, é novamente apontado como uma forte referência. No entando, não são elementos positivos que mais facilmente associamos à Amy. Sua carreira em ascenção se contrapõe à sua própria vida. E como cobrar ponderação, moderação, de alguém que conseguiu o sucesso afirmando sua posição contraditória às convenções da normalidade? É duro ter que conviver com a iminência das notícias desagradáveis que ceram Amy, mas ainda assim é melhor do que esperar pela notícia derradeira. Com o anúncio do suposto efisema que acomete a cantora e as especulações da mídia, que chega a determinar o "prazo de validade" para a cantora em virtude de sua vida desregrada, chega a hora de se gritar "Salve Amy!", ou melhor, "Salvem Amy!". Falta descobrir o que será capaz de fazer isso, já que nem a proximidade da morte parece ter sido capaz. O que acontece com Amy talvez seja uma incapacidade de lidar com a fama de uma meneira tranquila. Ao certo, só saberemos a resposta para isso quando ela mesma, sóbria, puder responder. Espero que não demore.
Amy é bem culpada pela onda retrô que inspira a moda atual. Na nova novela das oito da Rede Globo, Taís Araújo adotou os olhos delineados como os de Amy. O estilo pin up que Amy adotou para si, que já fascinava gerações, é novamente apontado como uma forte referência. No entando, não são elementos positivos que mais facilmente associamos à Amy. Sua carreira em ascenção se contrapõe à sua própria vida. E como cobrar ponderação, moderação, de alguém que conseguiu o sucesso afirmando sua posição contraditória às convenções da normalidade? É duro ter que conviver com a iminência das notícias desagradáveis que ceram Amy, mas ainda assim é melhor do que esperar pela notícia derradeira. Com o anúncio do suposto efisema que acomete a cantora e as especulações da mídia, que chega a determinar o "prazo de validade" para a cantora em virtude de sua vida desregrada, chega a hora de se gritar "Salve Amy!", ou melhor, "Salvem Amy!". Falta descobrir o que será capaz de fazer isso, já que nem a proximidade da morte parece ter sido capaz. O que acontece com Amy talvez seja uma incapacidade de lidar com a fama de uma meneira tranquila. Ao certo, só saberemos a resposta para isso quando ela mesma, sóbria, puder responder. Espero que não demore.





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