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A produção cinematográfica paraense atual, apesar de bastante diferente, ainda enfrenta muitos dos problemas encontrados por Líbero Luxardo na época de suas experiências pioneiras. Ainda assim, o centenário do nascimento do cineasta da Amazônia é momento de se contabilizar os avanços.

Por David Mendes

Seria no último Dia Nacional do Cinema, 5 de novembro, que Líbero Luxardo completaria cem anos desde seu nascimento. Em um dia tipicamente paraense, com manhã ensolarada e tarde chuvosa, o Museu da Imagem e do Som (MIS) do estado do Pará organizou uma mostra para exibir as recém recuperadas cópias do que se conseguiu preservar da obra do primeiro cineasta a retratar a Amazônia e Belém em seus longas-metragens. Os filmes de Luxardo têm importante valor documental para o Pará, pois são registros únicos da vida na metrópole provinciana que é Belém. Mas, além disto, a obra do paulista pode ser considerada o embrião do que viria a ser o cenário atual.

“Um dia qualquer”, filme de 1961 foi exibido, no dia do aniversário do cineasta da Amazônia, na sala que leva o nome de Luxardo. Desde sua inauguração, em 1986, o Centur abriga o cinema que foi batizado em homenagem ao homem que está por trás de “Um Diamante e 5 Balas”, filme perdido, do qual só restaram cartazes e o trailer - cogita-se que este filme tenha sido vendido pelo próprio Luxardo e estaria hoje na Europa ou nos Estados Unidos. Na mesma noite, foi lançado um catálogo, que além de relacionar a obra de Luxardo, apresenta uma biografia dele. Neste catálogo também se encontram textos do crítico paraense de cinema Pedro Veriano, da jornalista e pesquisadora Dedé Mesquita, do historiador José Carneiro e do pesquisador Arthur Autran...

Foto: David Mendes

1 comentários:

Thaiane disse...
8 de março de 2009 às 16:55

Nunca fui no Líbero, acredita? =/
Gosto dos teus textos ^^

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